
Fonte: The Former First Lady As A Literary Device, no The Book Bench.
"You don’t have to burn books to destroy a culture. Just get people to stop reading them." - Ray Bradbury.
Hoje, além de se comemorar o dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, também se comemora o aniversário de um dos maiores escritores de nosso país, Fernando Sabino. Não por acaso, a Vanessa, do Fio de Ariadne, propôs uma blogagem coletiva na qual cada um escreveria um pouco sobre seu autor preferido. Mentalmente, tive que fazer uma pequena lista, na qual grandes nomes figuraram, para decidir sobre quem deveria escrever, uma vez que vários autores me cativaram de alguma forma e seriam merecedores da homenagem, então demorou um pouco até que decidisse por Agatha Christie.
“Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão em línguas estrangeiras. Autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. (…) Em 1971 recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico. Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire”. Wikipédia.pt
Foi estranho o modo como conheci Agatha Christie. Estava escolhendo um livro na biblioteca da escola – ou muito me engano ou devia ser o ano de 98 – e me deparei com “Sócios no Crime”. Não sei explicar direito, mas às vezes tenho a impressão de ter, de antemão, conhecimento de algo que ainda não conheço. Confuso? É sim, mas já aconteceu algumas vezes, e sempre com algo que depois passei a admirar ou gostar muito: Bob Dylan, Júlio Verne, Agatha Christie, entre outros. É como se esses nomes ou coisas fossem tão fortes e presentes que sempre tive ciência de suas existências. Mas não importa – ao menos não agora.
Acabei levando Sócios do Crime para casa e o li em dois dias. Depois me tornei um leitor compulsivo, e não demorou muito para esgotar todas as possibilidades que tinha na pequena biblioteca da escola, tendo como companheiros de toda tarde Tommy e Tupence Beresford, Miss Marple e Poirot, saboreando suas aventuras no aconchego do meu quarto.
Nenhum livro me impressionou tanto quanto O Caso dos Dez Negrinhos – que se chamava assim na época que o li, mas me parece que mudaram seu título por alguns o considerarem politicamente incorreto. Juro que, enquanto o lia, mudei minha cama para o canto do quarto e passei a dormir com as costas na parede e de olho na porta. Normal, se se considerar que todo mundo no livro começou a morrer e nem sinal do assassino. Sem dúvida é meu livro preferido de Agatha Christie, e o efeito que teve sobre mim se manteve o mesmo nas segunda e terceira leitura.
Por falar nisso, se os livro de Christie possuem um problema é o do replay. Como todo livro de suspense e/ou policial o prazer da segunda leitura é quase que completamente minado pela eliminação do fator surpresa. Saber o desfecho de antemão não torna uma obra pior, mas faz com que se perca um pouco do sabor que somente os livros deste gênero tem. Atribuem a Eugênio Mohallem a seguinte frase: “No Líbano, os livros são lidos de trás para frente. É por isso que Agatha Christie não vende nada por lá”. A grosso modo faz sentido, até se se considerar que uma segunda leitura sempre começa pelo término de uma primeira. Mesmo assim reli quase tudo de Agatha Christie que me passou pelas mãos, e mesmo já sabendo o final e tudo o que aconteceria, saboreei cada página, cada momento de suspense e cada clímax antes da revelação final.
Calculo que tudo que li não corresponde nem a 40% do que a autora escreveu – cerca de 100 livros – portanto minha dívida é grande. Mas sempre é tempo de por as células cinzentas para funcionar e acompanhar uma obra da Rainha do Crime. E, claro, se surpreender.
Herta Müller (Nitchidorf, Timis, 17 de agosto de 1953) é uma escritora, poetisa e ensaísta alemã nascida na Romênia. Destaca-se pelos seus relatos acerca das duríssimas condições de vida na Roménia sob o regime político comunista de Nicolae Ceauşescu. Foi casada com o escritor Richard Wagner. Foi galardoada com o Nobel de Literatura de 2009 por "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados”. Wikipédia_._
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