"You don’t have to burn books to destroy a culture. Just get people to stop reading them." - Ray Bradbury.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chega de Bullying

A Vanessa, do Mãe é Tudo Igual, propôs esta blogagem coletiva para tratar de um dos assuntos mais urgentes da atualidade: o bullying. Segundo a Wikipédia, Bullying é “um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.”

bul

Em meus tempos de escola presenciei algumas situações – e fui vítima em outras – as quais, hoje, poderiam muito bem serem qualificadas como bullying. Sempre fui do time dos nerds, e no interior eles são elemento raro, então sobravam a mim, quase que exclusivamente, os apelidos de estranho, desengonçado, e um que muito me ofendeu na época: zumbi.

A escola e seus responsáveis negligenciam as vítimas por mera questão de conveniência. Devido às constantes agressões, a vítima de bullying acaba por se anular no ambiente escolar, acreditando que assim não chamará a atenção dos agressores, ficando isolados e quietos em um canto. Ao menos onde estudei, este tipo de aluno, o que não atrapalha a aula e não reclama de nada é considerado o tipo perfeito, e tido como um anjo. Comigo foi assim.

Isso deixa a incômoda impressão de que os professores, que são aqueles que mais tempo passam em contato direto com os alunos, e por tabela os que deveriam diagnosticar certos problemas, não se importam com o que sente o aluno, desde que este não atrapalhe o andamento das atividades. Isto quando não são eles os infames “adjetivadores”, e os professores de Educação Física parecem ter um talento todo especial para isso.

Acredito que somente com a união de pais e escolas, como muitos propõem, é que se pode abrandar esta prática, porém isso, nem de perto é tão fácil, e principalmente por que é raro que os pais do agressor, nas raras ocasiões onde são convocados – ou, antes, em que seu filho é identificado como um – admitam a culpa do filho, e o efeito de seus atos. Alguns chegam, até mesmo, a culparem as vítimas, que “não são homens o bastante para se defenderem”. Cansei de ouvir em briga de crianças a admirável frase: “Quem puder mais chora menos.” Se há uma ocasião onde ela não deveria ser empregada é nesta aqui.

Ademais, não acredito nem um pouco nesta alegação; já que ninguém sofre, apanha ou é humilhado por que quer, ou porque gosta, mas as agressões assumem uma dimensão tamanha que pouco se pode, ou se consegue fazer para revertê-la.  Assim como para se reverter os danos causados nas vítimas.

O tema é amplo e, felizmente, vem sendo discutido. É um primeiro passo de uma jornada que se anuncia bastante longa.

__

Para saber mais sobre Bullying, leia os posts dos outros participantes da blogagem. Eles podem ser vistos aqui.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um ano sem Michael Jackson


E pensar que já faz 1 ano...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dunga

dunga Dunga nunca foi meu anão preferido. E dificilmente o será, já que, desde minha adolescência, meus anões preferidos são Glóin, e seu filho, Gimli. E ainda soma-se a isso o fato de que, nos últimos tempos, Dunga tem estado mais para Zangado, e com uma boca bem porca.

Se existe uma característica comum a quase todo brasileiro é a memória curta: a algumas semanas atrás, Dunga era um idiota, burro e outros adjetivos menos lisonjeiros, mas foi só sair vencedor em duas partidas e tornou-se um rei, quiçá uma Branca-de-neve - com a boca, claro, bem porca.

Não estou aqui dizendo que eu não fale palavrão, é claro que os falo, principalmente quando resvalo  com o dedo mindinho o pé de algum móvel, mas nunca o desfiro de forma gratuita a quem simplesmente está fazendo seu trabalho, como ele fez no último domingo com um repórter. O fato gerou um mimimi danado, um tal de "CALA BOCA TADEU SCHMIDT" e até mesmo "Um dia sem Globo". Fala sério, o Twitter está ficando insuportável.

A bem da verdade, e, acreditem, sem querer polemizar, acho que a campeã do mundo será a Argentina - não, eu não quero ver o Maradona correr pelado em volta do Obelisco, são apenas fatos - e, com alguma sorte, ou azar, depende do ponto de vista, sobre o Brasil.

Aí sim, quero ver do que vão chamar o - hoje - querido Dunga. Bem...caso alguém pergunte...

Eis aqui a resposta-chave
Quando alguém perguntar "Quem sabe?":
Tchuin-tchuin-tchunclain!
Tchuin-tchuin-tchunclain!

Não dê nenhuma resposta,
Aceite a minha proposta...
Responda apenas:
Tchuin-tchuin-tchunclain!

Refrão:
Nós lhe asseguramos
Que nunca falhará...
Basta responder:
Tchuin-tchuin-tchunclain!

Já existe muita gente,
Respondendo tão somente:
Tchuin-tchuin-tchunclain! 
Tchuin-tchuin-tchunclain!

Quando alguém faz um discurso,
Utiliza este recurso
Se lhe fazem perguntas:
Tchuin-tchuin-tchunclain!

(Refrão)

Se sua mãe lhe perguntar:
"Não é hora de deitar?"
Tchuin-tchuin! 
Tchuin-tchuin-tchunclain!

Se alguém quiser saber:
"O que vai ser quando crescer?"
Tchuin-tchuin! 
Tchuin-tchuin-tchunclain!

(Refrão)

 

OBS: Existe uma discussão acadêmica acalorada sobre o refrão: seria Churi churin fun flais!; Tchuin Tchuin Tchun Chai! ou Tchuin-tchuin-tchunclain! ? A resposta? Pode ser Tchuin-tchuin-tchunclain!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Das mudanças

O inverno está chegando e, ao contrário do ano passado, neste não terei férias, então nada de dormir até mais tarde para aproveitar ao máximo o calor debaixo do cobertor.

Creio que já falei aqui que fui transferido, então, neste ano enfrento um novo local de trabalho e tenho de me adaptar a novas pessoas e situações, algo bem diferente do ano passado. Mas não deveria reclamar, pois não acredito que minha transferência tenha sido motivada por qualquer tipo de represália, mas tenho direito íntimo e inegável de me sentir menosprezado, e estou fazendo bom uso dele.


Nesta história toda o que mais me incomoda é o fato de não ter sido consultado em nenhum momento: a notícia veio na forma de uma ordem. Não é assim que as coisas deveriam funcionar, ainda mais quando direitos estatutários irrevogáveis são existentes. Por algumas noites, considerei que trabalho na Rússia de Lênin, que decidia até mesmo quando seus asseclas deveriam ir a uma consulta médica.

Se uma coisa tiro disso tudo, é que há males que vêm para o bem. Em meu novo local de trabalho fui assimilado ao grupo numa velocidade surpreendente, e me sinto bem à vontade por aqui. Para completar o novo quadro, na sala ao lado será inaugurada nos próximos dias uma biblioteca. Numa rápida visita me deparei com livros que sempre quis ler: Um Conto de Duas Cidades, de Dickens , Da Terra à Lua, de Verne, e alguns clássicos de Asimov. Terei muita coisa pra ler durante este inverno. 

Mas meu orgulho está ferido.

_

É perceptível que este post foi escrito em dois momentos: no primeiro existe um problema, já no segundo ele foi contornado. Como disse, minha adequação ao novo local foi tranquila, e me trouxe até mesmo alguns bônus.

Mas, falando em leitura no inverno, gostaria que indicassem um bom livro para se ler no inverno, assim como os gringos estão fazendo para o verão de lá, como se pode ver aqui e aqui. Nada muito complexo:  visitem meu outro blog, o pontoLIVRO e indiquem um livro e digam o porquê ele é um bom livro para se ler no inverno. As respostas virarão um post a ser publicado por lá no dia 30 deste mês.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A Copa do Mundo é nossa?

Pois é, hoje começa a Copa da África - pelo menos a festividade, jogo que é bom e eu não gosto só amanhã.

Meu relacionamento com o futebol é conturbado para os padrões de um país que não criou o esporte mas que é a referência maior nele. Nunca fui muito de jogar, menos ainda de assistir, apesar de desde sempre ser corintiano, mas este é um fato implícito nas pessoas daqui: neste país, da mesma forma como se nasce católico se nasce corintiano ou flamenguista, depende de seu estado natal, o que torna justíssimo, apesar dos últimos acontecimentos, chamarmos, corintianos e flamenguistas, de co-irmãos.

Mas voltando ao eu futebolístico, a última vez em que joguei uma partida, excetuando aqui as brincadeiras casuais com irmãos, primos e companhia, foi em 2003, lá se vão, portanto, quase 10 anos, e isso graças a obrigatoriedade das aulas de educação física, que, claro, também detestava.

Nem preciso dizer que era péssimo, e, quase sempre, o último a ser escolhido, fato que levou um amigo de classe - e que sempre jogava por mim e por ele - dizer que eu jogava pior que sua cachorra que só tinha 3 patas. O remédio era rir.

Eu não entendo a indústria do futebol. Vivemos num país subdesenvolvido, com muita gente sem ter o que comer e/ou ganhando salário mínimo para sustentar suas famílias, mas que não pensam duas vezes na hora de pagar por um ingresso que sempre custa mais que cinco quilos de arroz, ao menos por aqui. É claro que cada um faz o que bem quer, mas isso me leva a questionar a validade de se pagar com tanto sacrifício por algo onde os profissionais - os jogadores - ganham tanto e pouco fazem para retribuir, a exemplo dos jogadres de um time paulista, campeão deste ano, que se recusaram a descer do ônibus ao fazerem uma visita a uma instituição que cuida de crianças com problemas mentais.

Já dizia minha professora dos distantes tempos de pré-escola: "Uma mão lava a outra, e as duas pegam a água pra fazer o bochecho."

Porém, como todo bom brasileiro, assistirei aos jogos da selação e vou torcer para que vençam o mundial. Eu não levo muito jeito para seca-pimenteira.
_

PS: As coisas estão um poucos difíceis por aqui, alguma turbulências no trabalho estão me tirando a calma e o bom humor, mas me parece que tudo se normalizará, só não sei ainda com quais consequências. Um dos efeitos colaterais disso é que minha leitura dos blogs ficou seriamente comprometida, mas aos poucos estou conseguindo me atualizar.

E nem pense em perder a saga do Serial Quíli no Fio de Ariadne. A cada episódio aumenta o suspense e a Vanessa está nos matando de curiosidade para responder a pergunta "Quem Matou o Chef?". Para ler os posts da série basta clicar no banner abaixo.


E lá no Fio também esta acontecendo uma chamada para a blogagem coletiva Cartas de Amor, valendo um exemplar do livro Cem SOnetos de Amor, de Pablo Neruda. Para saber como participar clique no banner abaixo.



A Mylla está promovendo em seu Vidas Linha um coletiva em comemoração aos seus seguidores, com o tema "Por que seu blog tem esse nome". Clique no banner abaixo e saiba como participar.



E no Um Pouco de Mim está acontecendo uma promoção valendo um exemplar do livro Perseeguição Digital. Mas corre lá clicando no banner que as inscrições terminam hoje!



Acho que é isso. Abraços e que dias melhores venham.

domingo, 30 de maio de 2010

Tudo culpa da BP

O vazamento de óleo no Golfo do México está absolutamente fora de controle, e, depois de tanta coisa ter sido feita para reverter o quadro, sem alcançar resultados positivos, me pergunto se ainda existe alguma esperança.


Via | Cartoon Brew

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Marina

As eleições estão aí e os três principais personagens já estão definidos. No momento estou de olho em Marina Silva. Não acho que ela seja o Obama brasileiro como muitos dizem. Ela simplesmente não tem o perfil.

Cogito intimamente se um voto em Marina no primeiro turno – pois, sim, haverá segundo turno, já que nenhum político hoje tem o cacife do Presidente Fernando Henrique Cardoso para encerrar a disputa logo de cara – não seria uma boa forma de pontuar que existe o conhecimento, a plena ciência e a necessidade de se buscar uma nova forma de governo, um governo preocupado com as questões ambientais e o tão em voga desenvolvimento sustentável.

Ao meu ver é uma alternativa bem melhor que a fantoche de botox.

No segundo turno a história é outra, e meu avatar no Twitter fala por si só.

terça-feira, 18 de maio de 2010

6 vezes eu

A Mylla me passou este meme onde devo dizer 6 coisas que talvez não saibam sobre mim. Então:

  1. Leio sempre no mesmo horário: entre as 18 e 20 horas; e no mesmo lugar, na varanda da minha casa;
  2. Não simpatizo muito com música brasileira; e para falar a verdade sempre ouvi muito pouco. É aquela história: meu irmão mais velho ouvia Pearl Jam, então...
  3. Sou tímido ao extremo: olhe pra mim e fico vermelho na hora. Se consigo sustentar meu olhar no seu durante uma conversa, pode ter certeza, te considero um grande amigo e confio muito em você;
  4. Já passei muitas madrugadas de sábado acordado e sintonizado na Band, mas isso foi a muito, muito tempo;
  5. Tenho uma tendência a amar e odiar de forma exagerada: amigos tem minha fidelidade incondicional, os inimigos que se segurem;
  6. Eu não sei contar piadas. Quando tento, nos almoços em família, eu acabo sendo a piada.
Acho que é só isso que posso ou devo contar. Um abraço pra Mylla, pra você que está lendo, e esta semana ainda falo das eleições.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alice, Carrol e uma Promoção

Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carrol, foi um escritor e um matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas.



Devia ter uns oito anos quando do meu primeiro contato com algo de Lewis Carrol, e me lembro bem até hoje. Era véspera de Natal e, como todo ano, estávamos na casa da minha avó, que naquele tempo morava num sítio, com qase toda a família empenhada fazendo algo que seria necessário para o almoço do dia seguinte - sabe-se lá por que mas minha avó não é fã de ceias.  Mais tarde, lembro de meu avô me chamando para assistir a um desenho na tv, logo corri para a sala, pois desenho áquela hora da noite era fato raro - e ainda o é nos dias de hoje, ao menos na tv aberta. O SBT exibia, como um especial de Natal, a versão animada da Disney de Alice no País das Maravilhas.

Depois daquela noite só fui prestar atenção novamente em algo de Carroll muitos anos depois,quando vi um dos muitos jogos criados por ele nas suas noites de insônia numa matéria da Super Interessante. O fato é que Alice é mais um dos cçássicos que nunca li, apesar de suspeitar que uma daquelas medonhas adaptações para crianças, com ilustrações de página inteira e frases de duas ou três linhas, tenha me caído nas mãos.

Agora, graças ao trabalho de Tim Burton, nova luz foi lançada sobre o clássico, e várias edições da obra - inclusive uma mangá - chegaram as prateleiras, tornando-se uma excelente oportunidade de se por em dia com mais esta obrigação, pelo menos da minha parte, pendente.

E nada melhor que poder ganhar um exemplar da obra através da promoção que o Fio de Ariadne está fazendo. Para tanto, basta visitar este post e seguir as instruções. Ah, mas é só até hoje. Bem que queria ter postado antes, mas há tempos nos quais o universo teima em conspirar contra. Vai entender.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

BC - Minha cena de novela favorita

A Mylla Galvão, do  Idéias de Milene propôs esta blogagem coletiva e logo aguçou meus sentidos de noveleiro.



Tá, eu sou noveleiro. Durante um bom tempo não acompanhei nada com muito afinco, já que tinha de ir a faculdade, então só assistia mesmo no sábado, ou quando faltava à aula, mas sempre dava um jeito de ficar por dentro do que estava passando, seja na internet, jornais, ou na roda do cafezinho no trabalho.

E se teve uma novela que me prendeu foi A Favorita. A história, trazia duas personagens apresentadas ao telespectador como possíveis assassinas - apesar de que apenas uma delas tenha cumprido pena, o que trazia em jogo uma grande questão: "Será que a coitada da Flora passara 18 anos na cadeia por um crime que não cometeu, enquanto a Donatela, possível assassina, ficou curtindo uma boa vida no rancho do sogro?" - Pois bem, A Favorita me fez torcer como se torce em um clássico do futebol. E não, não estou exagerando em nada, foi assim mesmo que me senti. E sim, torci pela Flora.

A novela, como poucas, provocou uma onda de amor e ódio nos telespectadores, assim como os dividiu: ao menos por aqui, havia os partidários da Flora, e os partidários da Donatela, e rendeu boas cenas e atuações de seus atores, em especial de Patrícia Pillar, vencedora do Melhores e Piores deste blog em 2009, na categoria Melhor Atriz, que, juntamente com Cláudia Raia, formou uma das melhores duplas de protagonistas da novela das 8 de todos os tempos.

Mas, finalmente chegando a minha cena favorita, acho que tenho que descrevê-la um pouco, pois o YouTube a recusou em sua versão full, então vai uma resumida, assim: 

Donatella, por motivos que demoraria horrores explicar aqui, "sequestra" Flora e segue com ela para um lugar ermo. No caminho, tortura Flora - naquele tempo eu ainda acreditava piamente que ela era a vítima - dizendo que ela cantava muito melhor, que a outra era medros e etc. Até que Donatela manda Flora - que estava dirigindo o carro - parar. Daqui segue a cena:

Tensa. Esta cena tem a grandiosidade que o momento exigia, tamanha a espectativa que a questão suscitava nas pessoas. Acho que todo mundo se lembra de como a novela terminou: Donatela comprovadamente inocente e Flora presa, louca, dizendo ser Donatela.

Taí uma novela que não vou esquecer tão cedo.
____
Mais participantes desta blogagem aqui.