"You don’t have to burn books to destroy a culture. Just get people to stop reading them." - Ray Bradbury.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Sobre o BBB e Eleições
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
5 melhores álbuns que estou ouvindo
Primeiro um esclarecimento: não os ouvi por inteiro e, sinceramente, duvido que alguém o faça. Um álbum com 12 ou 16 músicas é uma obra muito grande para se ouvir por inteiro, então acabamos nos apegando àquelas que se tornaram a música de trabalho da banda, ou, no máximo, vamos até a metade, onde, cadencialmente falando, o auge musical deveria ter sido alcançado. Mas este post já tem conjecturas demais.
Então, partindo para o que interessa, faço esta pequena lista com base nas músicas que mais estou ouvindo no momento e a que álbum ela pertence, o que pode levar a uma imensa contradição quanto ao gosto musical e tudo o mais, mas fazer quê, quem disse que listas são coerentes?
1. Hi Infidelity – REO Speedwagon (1980)
Nem me lembro ao certo da maneira como conheci o REO Speedwagon. O que sei bem é que não demorou muito para me tornar fã. Hi Infidelity, de 1980 é o nono álbum de estúdio da banda, tendo sido o álbum de rock mais vendido daquele ano e trás uma das minhas músicas preferidas da banda, que é:
A mais ouvida. Take It on the Run: Um rumor, uma menina, um menino e um pouco de esperança que tudo não passe de um mal entendido. Com uma guitarra marcante, a música começa mansinha e progride até chegar ao ápice. Só posso dizer que é ainda melhor ao vivo.
2. Together Through Life – Bob Dylan (2009)
Uma coisa é certa: Bob Dylan nunca fará um álbum como Desire, de 1976. É claro que, de lá para cá, ele lançou muita coisa boa, como Time Out of MInd de 1997, mas nada supera sua – ao menos na minha opinião – obra prima. Este Together Through Life me agradou cerca de 70%, o que de fato não é tão ruim, mas é muito abaixo do que esperava de um de meus artistas favoritos.
A mais ouvida. Beyond Here Lies Nothing: Primeira música de trabalho do álbum, é uma música romântica onde o bom e velho Bob diz a sua amada que não pode viver sem ela e o amor que chamam “deles”, com uma pegada que – contra a minha vontade – me lembrou o velho oeste! Viva Dylan e seus melhores dias.
3. Skeletal Lamping – Of Montreal (2008)
Vi uma vez um entrevista dos integrantes do Franz Ferdinand onde citavam o Of Montreal como uma das melhores bandas que estavam ouvindo. Eles até mesmo elogiaram o fato de serem bastante experimentais e alternativos, o que é muita esperteza da parte dos caras do Franz Ferdinand admirarem a alternatividade alheia enquanto suas músicas são e continuam bem redondinhas. Of Montreal é uma banda para se ouvir no mp3, a não ser que você esteja disposto a enfrentar todos os olhares tortos que seus vizinhos direcionarão para você. O interessante é que o vocalista, Kevin Barnes, criou uma personagem para narrar o disco – no caso um transexual negro de 40 anos chamado George Fruit, que usa de seus mais diversos tons de voz para narrar suas peripécias.
A mais ouvida. For Our Elegante Castle: Com algumas conotações sexuais – ao menos que minha mente seja bastante suja, o trecho We can do it softcore if you want / But you should know I take it both ways, é bem espertinho. A música empolga com uma batida bem ritmada e vocais perfeitamente sincronizados. Só não chamo de pop dançante porque seria quase que uma ofensa.
4. Invincible – Michael Jackson (2001)
O obscuro álbum do Rei do Pop que a Sony gastou milhões para produzir e depois tirou das lojas por birra do presidente da gravadora. De um modo geral é um álbum diferente dos anteriores na medida em que é mais maduro e não tão cheio de força quanto Dangerous, por exemplo, talvez isso se deva a Michael ser um artista mais experiente e consciente da sua realidade quando o compôs, ou talvez não. Só sei que é diferente, e, justamente por isso, melhor.
A mais ouvida. Unbreakable: música que abre o disco e onde o moço se diz intocável, inquebrável e que tem uma temática bastante biográfica, como nos versos: Seems like you'd know by now, when and how I get down / And with all that I've been through, I'm still around (Mais ou menos: Parece que você já sabe, quando e como eu danço / E com tudo o que eu passei, eu ainda estou aí)
5. Lost Highway – Willie Nelson (2009)
Sinceramente nunca havia escutado nada de Willie Nelson até topar com seu novo cd. Não tenho base para traçar comparativos ou coisas assim, mas estou curtindo bastante, é bem mais comercial que esperava.
A mais ouvida. Maria (Shut up and Kiss Me): O trecho a seguir dá uma boa idéia do clima da música: Maria, shut up and kiss me / Stop shaking, stad up and hold me. / I bet you’re gonna miss me. / You need me, believe me. / Maria shut u and kiss me. / You’re crazy and it turns me on and on / The way of carrying on.
Até que a lista não ficou tão incoerente assim. Como diria John Denver: Thank’s God, I’m a country boy!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
[Re] O Carnaval e eu
A idéia é falar sobre coisas ou fatos que aconteceram no Carnaval. Bem ou mal, todo mundo tem uma história de Carnaval.
Nunca fui fã de Carnaval. Por aqui, nos 3 ou 4 dias de festa tocam axé, pagode e sertanejo, ou seja, tudo o que eu não gosto. De uns tempos pra cá também estão tocando funk, mas, por mais que me esforce, não consigo me imaginar dançando o créu sem um generoso sentimento de ridículo.
Em cidade pequena festas como estas dependem diretamente da prefeitura municipal, se não há verba, não há festa, simples assim. Pra minha felicidade, quase sempre não há verba, então...bem, então resta assistir aos desfiles pela Globo, o que é bom, pois é uma festa pra gringo ver, mais organizada, bonita e eróticamente competente :P
Tenho duas lembranças distintas de festas de Carnaval que participei. Na mais antiga devia ter uns cinco anos de idade, e minha mãe me fez ir a uma matinê, debaixo de um sol dos infernos usando um ridículo chapéu de plástico amarelo com uma pena enfiada numa fita.
Claro que foi o que aconteceu. Sai meio que voando meio que me debatendo pelo chão até parar uns metros à frente, duvido que meus companheiros de corrente tenham percebido alguma coisa, aliás quase ninguém percebeu, a não ser quando outras três correntes foram ao chão depois de me pisotear. Não me lembro quem me ajudou a levantar e me levou pra casa, minha última lembrança é ver o garoto que mais me olhou torto por causa do chapéu estar dançando com o meu chapéu enfiado na cabeça; e o Silvio Santos ainda mandava a ver na cantoria com seu coração corintiano.
A segunda lembrança é um pouco melhor. Tinha 19 anos e quase me acabei de pular e beber numa festa de Carnaval, mas não, eu não estava comemorando o Carnaval, estava comemorando minha aprovação no vestibular da Unesp, uma coisa inesperada para quem apenas estudou em casa, ainda mais para quem só estudou geografia e história. Naquele ano, era 2005, tive motivos para comemorar, estava aprovado numa excelente universidade, e no curso de meus sonhos: Biblioteconomia.
Que eu me lembre, nunca antes tinha dançado ou bebido tanto, e poucas vezes estive tão feliz. Recebi uma avalanche de felicitações, de "você merece" ou "eu já sabia", e de velhos professores dizendo "eu fui professor dele", ao que a diretora da escola na qual sempre estudei (ela também minha ex professora) completava "e sempre estudou na nossa escola". Naquele ano me juntei a meu irmão, graduando em Física na Unesp, e minhas primas, uma graduada em Pedagogia na Unesp e mestranda na Unicamp, a outra graduada em Geografia na Unesp e mestranda na USP (as duas irmãs), e passei também, a ser uma espécie de atestado da qualidade do ensino público daqui. E, claro, naquele Carnaval também tiveram as cervejas grátis. Mas não passou disso, ou pelo menos o que posso contar aqui não passou disso.
Este foi um bom Carnaval como pano de fundo para a comemoração de uma realização pessoal, pena que não tenha durado tanto. Um mês depois adoeci, pensei que fosse morrer e de todos os cantos vinham parentes me visitar (acho que eles pensavam que sua visita era um tipo de extrema unção), e pra Biblioteconomia tive de dizer adeus.
Infelizmente não ficaram registros nem de A nem de B, nenhuma foto, nada. Só lembranças. Mas já é o suficiente. Ao menos para mim.
Este ano não teremos Carnaval por aqui, pois é, não teremos verba. Mas pra quem vai curtir a folia em algum lugar, peço juízo, e lembrem-se, pior que se separar do amor de verão é a gravidez pós Carnaval.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Heróis não deviam envelhecer
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Promoção – O Silmarillion
“O Silmarillion, publicado quatro anos após o falecimento de seu autor, é um relato dos Dias Antigos, a Primeira Era do Mundo. Em O Senhor dos Anéis, foram narrados os grandes eventos do final da Terceira Era; as histórias de O Silmarillion, no entanto, são lendas derivadas de um passado muito mais remoto, quando Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, habitava a Terra-média, e os altos elfos guerrearam com ele pela recuperação das Silmarils.”
- Receber as atualizações do blog via e-mail – se ainda não recebe, insira seu e-mail no box “Receba no seu e-mail” ao lado e confirme sua inscrição;
- Deixar um comentário neste post até o dia 28 de fevereiro dizendo que quer participar.
- A postagem do comentário dizendo que “quer participar do sorteio” é sinal inequívoco de que está de acordo com as regras da promoção;
- A divulgação do resultado será feita no dia 2 de março, neste blog;
- Que o sorteado deverá fornecer um endereço de entrega em até 7 dias a contar da data do sorteio, caso contrário ocorrerá novo sorteio.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Churchill de cá
Não vou entrar no mérito de discutir o que é mais importante, a política ou a literatura, até por quê minha escolha seria um tanto quanto óbvia, e como este blog não fala de política, o que me importa é o Churchill de cá, que a história tratou de jogar no fundo do mais fundo e esquecido baú, mesmo vendendo milhões de livros no século retrasado .
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
As Crônicas de Nárnia – O Sobrinho do Mago
O Sobrinho do Mago, é o sexto e penúltimo livro da série, seguindo-se a ordem de publicação, porém é o primeiro na ordem cronológica [1] , e foi lançado originalmente em 1955.
Na verdade estou lendo a edição de volume único, publicada pela Martins Fontes, que segue a ordem cronológica dos livros, o que tanto pode ser uma maravilha quanto um grande problema. Pessoalmente, preferiria que tivessem respeitado a ordem de publicação dos mesmos, pois se seguimos cronologicamente, apesar de facilitar bastante o entendimento, nos priva de algumas surpresas e questionamentos, como, por exemplo, a inevitável pergunta sobre como ou de onde Nárnia surgiu. Neste caso, temos a resposta logo no primeiro livro.
No entanto, isso pode ser considerado um mero detalhe e não ofusca a grandiosidade que Nárnia tem. É preciso deixar claro que, ao menos para mim, não devemos compará-la a O Senhor dos Anéis, pois desde o começo da leitura percebe-se que a obra de Lewis foca em um público mais jovem, que busca uma leitura mais descompromissada, sem a avalanche de detalhes que a famosa trilogia possui, em grande parte porque Lewis não possui o dom de guia turístico que Tolkien possuía – e não me apedrejem, isso foi um elogio! – o que o permitia escrever páginas e páginas de descrições de paisagens de tirar o fôlego.
Voltando ao livro, O Sobrinho do Mago conta como Nárnia foi criada, quem é Aslam e como os filhos de Adão e as filhas de Eva foram parar lá. Também vemos qual a origem da feiticeira, e ficamos sabendo que o mal existiu desde os primórdios daquela terra, cabendo a quem o causou tratar de expurgá-lo, pois a vida não é fácil nem mesmo nos reinos de fantasia.
Nárnia traz uma leitura fácil, empolgante, e nos leva em uma viajem a um mundo rico em vida e fantasia. Veremos onde O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa vai me levar.
[1] Wikipédia.pt
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
O 3º Travesseiro
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Violência Gratuita
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
2010
About
Labels
- blogagem coletiva (32)
- cinema (1)
- clássicos que não li (1)
- copa do mundo (2)
- datas (23)
- debate (1)
- doodle (6)
- eleições (3)
- etc (2)
- filmes (9)
- filosofia do achismo (3)
- futebol (1)
- games (2)
- games que não vou jogar (3)
- google (1)
- ilustrações (1)
- imagem (11)
- jornais (2)
- listas (11)
- livros (25)
- melhores de (2)
- melhores de 2010 (2)
- melhores e piores da tv (2)
- memes (4)
- memorabilia (2)
- música (6)
- nota (24)
- notas (6)
- o dia (13)
- oscar (1)
- papo cabeça (1)
- personalidades (1)
- promoção (5)
- revistas (1)
- selos (8)
- serviços (3)
- túnel do tempo (1)
- tv (3)
- vídeo (10)
Blogs
-
-
Crítica | Supergirl (2026)Há 2 meses
-
♥ Despedida... ♥Há um ano
-
Beginners Guide To TurinabolHá 4 anos
-
Até breve, Elaine!Há 5 anos
-
O limite da arrogânciaHá 6 anos
-
-
VIDA... QUE SEGUE...Há 6 anos
-
embedHá 6 anos
-
Educar é semearHá 6 anos
-
-
SemelhançasHá 7 anos
-
-
-
Seca dos séculosHá 9 anos
-
Fundo do poçoHá 9 anos
-
Sobre este blogHá 10 anos
-
-
-
Ensolarada...Há 11 anos
-
Festividades.......Há 11 anos
-
Do que não pode ser...Há 11 anos
-
The Fault in Our Stars pdfHá 11 anos
-
ApagãoHá 12 anos
-
-
…Há 12 anos
-
FAMÍLIA GALVÃO (VIÇOSA - MG)Há 12 anos
-
-
-
-
-
Lembranças da InfânciaHá 14 anos
-
Quase perfeitaHá 14 anos
-
-
Lady DayHá 17 anos
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Mais
-
Manfaat Pijat BayiHá 9 anos
Mais de mim
-
-
Sobre este blogHá 10 anos
-
zodiak hari iniHá 11 anos
-
ApagãoHá 12 anos
-
-
Seguidores
Copyright © 2009 O Gule | Design: Luka Cvrk | BloggerTemplate Converted by BloggerThemes.Net
